Maus-tratos a animais
Abuso, ferimento, mutilação e abandono. Atendimento a denúncias, resgate e responsabilização criminal de quem agride quem não pode revidar.
“Onde muitos enxergam apenas sementes, nós enxergamos futuras florestas.” Cap. PM Cacciari
Vinte anos de farda dedicados a proteger quem não pode se defender. Maus-tratos, tráfico de animais silvestres, desmatamento e queimadas — todos combatidos onde ninguém vê: dentro da mata.
Cap. PM Júlio César Cacciari de Moura · 3ª Cia. de Policiamento Ambiental — Oeste Paulista
Maus-tratos a animais é crime. E crime se combate com presença.
Júlio César Cacciari de Moura comanda a 3ª Companhia de Policiamento Ambiental da Polícia Militar de São Paulo, responsável pela proteção ambiental de 53 municípios do Oeste Paulista.
Entrou na Polícia Militar aos 18 anos e chegou ao policiamento ambiental por vocação. Subiu na carreira em campo — não em gabinete. Hoje coordena um sistema de monitoramento por satélite que divide a região em 5,4 mil quadrantes e flagra desmatamento quase em tempo real, cruzando os dados com o Cadastro Ambiental Rural.
Fora da farda, mantém os perfis @capitaocacciari e @saberambiental, onde faz educação ambiental e mostra o que a maioria das pessoas nunca vê: o resgate, o flagrante, o filhote que sobreviveu.
Não é discurso — é rotina de trabalho. Estas são as frentes em que ele atua todos os dias, com base na Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/98).
Abuso, ferimento, mutilação e abandono. Atendimento a denúncias, resgate e responsabilização criminal de quem agride quem não pode revidar.
Captura, cativeiro ilegal e comércio de fauna nativa. Cada gaiola aberta é um bicho que volta pro lugar de onde nunca deveria ter saído.
Supressão de vegetação nativa flagrada por satélite e confirmada em campo. Multas administrativas que vão de R$ 50 a R$ 50 milhões, mais reparação civil e criminal.
Incêndios que devastam biomas inteiros e matam fauna em massa. Denúncias chegam pelo 190 e viram operação no mesmo dia.
Patrulhamento náutico nos rios do Oeste Paulista, fiscalização de defeso e apreensão de petrechos proibidos.
Palestras, escolas e redes sociais. Porque a fiscalização apaga o incêndio, mas só a consciência impede que ele comece.
Idealizado pelo próprio Cacciari, o projeto une Polícia Ambiental e Polícia Penal: detentos em regime semiaberto produzem bombas de sementes que as equipes lançam em áreas degradadas durante o patrulhamento náutico.
Maus-tratos não são caso menor — são crime, e a companhia trata como crime. Mas defender bicho não começa na algema: começa na prevenção, na educação e em dar um teto pra quem foi jogado na rua.
Não é bandeira de campanha. É como ele vive.
A causa animal do Cacciari é rotina — o que ele faz com a câmera desligada e o que a companhia faz todo dia nos 53 municípios do Oeste Paulista.
Resgate, fiscalização e prisão de quem maltrata. E, do outro lado da moeda, a Fábrica de Esperança — o projeto que transforma a madeira do crime ambiental em casinha para cachorro de rua.
A madeira ilegal apreendida nas fiscalizações da Polícia Ambiental — nos 53 municípios da região — não apodrece em pátio. Em parceria com a Secretaria da Administração Penitenciária, ela vai para as oficinas de marcenaria das penitenciárias do Oeste Paulista.
Lá dentro, os presos transformam o material em casinhas para cães, mesas, cadeiras e brinquedos de playground. As casinhas são doadas ao Centro de Controle de Zoonoses de Presidente Prudente e a protetores independentes; o mobiliário vai para escolas e prefeituras.
Palestra em Americana ao lado do Delgado Bruno Lima,Roberta Lima e de Dr Murillo Lima, referências no combate aos maus-tratos contra animais.
Auditório cheio, punho erguido, uma pauta só: quem maltrata tem que responder.
Fontes: g1 · O Imparcial · CNN Brasil
Todo crime ambiental acontece longe dos olhos.
Por isso alguém precisa estar láUma carreira construída em campo, degrau a degrau.
Entra na corporação ainda muito jovem. A ida para o Policiamento Ambiental veio por vocação — a vontade de proteger a natureza e os animais.
À frente da unidade, inaugura a nova sede em Presidente Prudente. A companhia responde por 53 municípios, numa região de divisa entre estados, com rios e unidades de conservação como o Parque Estadual Morro do Diabo.
Comanda a dispersão de sementes de 20 espécies nativas pelo helicóptero Águia 23, em parceria com a Unoeste, sobre áreas de preservação do Córrego do Limoeiro e da Mata do Furquim.
Idealiza a parceria com a Polícia Penal. Detentos em regime semiaberto produzem bombas de sementes, lançadas em margens de rios e áreas degradadas durante o patrulhamento náutico.
O projeto alcança a marca e ganha repercussão nacional — provando que recuperação ambiental e ressocialização podem caminhar juntas.
De veículos regionais à imprensa nacional — o que a cobertura jornalística registrou sobre a atuação da 3ª Companhia Ambiental.
Não é só polícia, é defesa da vida.
O Semeando Cidadania, idealizado pelo capitão, uniu recuperação ambiental e ressocialização — e virou referência no interior paulista.
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Vinte anos dando voz a quem não tem.
Do primeiro resgate ao últimoMaus-tratos, animal silvestre em cativeiro, desmatamento, queimada ou pesca ilegal. A denúncia pode ser anônima e é encaminhada à Companhia de Policiamento Ambiental mais próxima.
Acompanhe o trabalho de perto: resgates, operações e o que a mata não consegue contar sozinha.
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